quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Quero atirá-la para longe

Quando estamos a meio da semana há aquele feeling de copo meio cheio / meio vazio dificil de definir... já passou tanto tempo e ainda faltar outo tanto para o fim-de-semana... as horas não passam, o dia não chega ao fim (pelo menos ao final da tarde!)... hoje foi igual a ontem, amanhã será igual a hoje...

Não gosto desta sensação. Quero atirá-la para longe!
Quero coisa novas, dias mexidos, sol a entrar pela janela, novidades, desafios!
Tens toda a razão, Pablo Neruda:

Morre lentamente
quem não viaja,
quem não lê,
quem não ouve música,
quem não encontra graça em si mesmo...

Morre lentamente
quem se transforma em escravo do hábito,
repetindo todos os dias os mesmos trajectos,
quem não muda de marca,
não se arrisca a vestir uma nova cor
ou não conversa com quem não conhece...

Morre lentamente
quem evita uma paixão,
quem prefere o negro sobre o branco
e os pontos sobre os "is"em detrimento de um redemoinho de emoções,
justamente as que resgatam o brilho dos olhos,
sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.

Morre lentamente
quem não vira a mesa
quando está infeliz com o seu trabalho,
quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho,
quem não se permite pelo menos uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente,
quem passa os dias queixando-se da sua má sorte
ou da chuva incessante.

Morre lentamente,
quem abandona um projecto antes de iniciá-lo,
não pergunta sobre um assunto que desconhece
ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves,
recordando sempre que estar vivo exige
um esforço muito maior que o simples facto de respirar.
Somente a perseverança fará com que conquistemos
um estágio esplêndido de felicidade.