quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Thought to myself

Dias há em que o ar está tão turvo de imbecís que abrir os olhos é dificil.
Fecha-os então.
Só assim é que eles desaparecem...

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Today's mood


Roleta Russa

The day is coming, the day is near... the day is coming, you know what i mean


Brilhavam as estrelas

E lucevan le stelle,
ed olezzava la terra
stridea l'uscio dell'orto
e un passo sfiorava la rena.
Entrava ella fragrante,
mi cadea fra le braccia.

O dolci baci, o languide carezze,
mentr'io fremente le belle forme disciogliea dai veli!
Svan per sempre il sogno mio d'amore.
L'ora fuggita, e muoio disperato!
e muoio disperato! E non ho amato mai tanto la vita!
tanto la vita!

Puccini - Tosca E Lucevan Le Stelle

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Diz-me o que vieste dizer

Avisei-te que só tinhas uns segundos da minha atenção. Não quero dar-me ao luxo de perder tempo precioso com coisas que não me fazem bem. Diz lá o que queres... e já agora diz sem rodeios e sem meias palavras, além de segundos de tempo para te ouvir não te dou mais que segundos de raciocínio, não me incomodes mais que isso. Estou à espera que comeces. Já estou cansada de esperar que comeces. Metade do teu tempo já se esgotou e tu não abriste a boca ainda, estou a desesperar e tu impassível, diz-me o que viste dizer e vai-te, fala de uma vez e desaparece-me da frente e para bem longe. Mais que segundos de tempo e de raciocínio ocupas-me segundos de oportunidades que estou a perder por estar aqui a olhar para ti e tu para mim com esse ar que me irrita e me consome, que polui o ar que respiro. Mais dois segundos e viro as coisas, diz-me o que vieste dizer e não ocupes mais o meu espaço, só o facto de te sentir perto me desfaz por dentro portanto tem piedade e diz de uma vez, só tens uns segundos da minha atenção...

Pés


Marbles


Tindersticks - Marbles

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Roleta Russa

A canção ideial para o post abaixo...


O prato do dia é...


Promete que não contas a ninguém

Sentou-se em frente de uma folha em branco decidida a escrever.
Eram 13h58 e às 14h em ponto começaria, nem um minuto a mais nem a menos. A mania da pontualidade e do ínicio de tarefas à hora certa vinha desde cedo, lembrava-se de ser criança e só começar a jantar nos múltiplos de 10, de começar e acabar de estudar a horas certas ou meias horas, nunca aos 12 minutos, aos 33 ou aos 57.

Sentou-se em frente a uma folha em branco e de lapiseira pronta para o que viesse. Detestava escrever com caneta, sempre as achou demasiado frias e formais, sem margem para erros.

Estava convicta de que precisava pôr no papel o tanto que lhe ia na mente, não para memórias futuras ou pela verve da escrita (não tinha nenhuma), mas para que não se escapassem. Queria guardar para si os momentos, fechar no papel os minutos e horas e dias perdidos que se vivem e não se sabe para onde vão quando passam.

Eram 14h e nem uma palavra...
Não conseguia articular uma frase, um ínicio.
Tantas momentos e nenhum se chegava à frente.

Concentrou-se, fechou os olhos e pegou na lapiseira.
Começou assim:

Conto-te hoje o que tenho guardado e que quero que viva fora destes muros.
Promete que não contas a ninguém...