segunda-feira, 15 de julho de 2013

Quando é que voltas?

- Estás viva?
- Não.
- Também me parece. És uma sombra, onde é que estás?
- Não sei. Longe...
- E quando é que voltas?
- Não sei.
- Então quem é que sabe? Quando é que te apercebes de que não és tu quem te olha no espelho de manhã? Quando é que te apercebes de que quem está à tua volta se preocupa e não merece a tua insensibilidade, a tua indiferença, o teu excesso?
- Não faço por mal. Não me apercebo...
- Mas tens que acordar. Assim vais rebentar com tudo, contigo e com os outros. Essa cabeça mata. Domina-a.
- Não sou capaz.
- És. Ou melhor, aquela que anda escondida algures e que ninguém vê há séculos é capaz. Vai busca-la. Trá-la de volta, deixa-a pegar nas rédeas outra vez. No momento em que ela voltar, garanto-te, o sorriso que não vemos faz tempo volta também. Temos saudades dele...