Sentou-se a ver a chuva cair. Há dias que o cenário era aquele e para quê revoltar-se se nem isso o faria mudar. Saudades do verão, da luz, do quente do sol na pele ao fim de uma tarde longa, do cheio a praia no cabelo. Mas a água caia no passeio vinda no nada, escorria pelas paredes e cobria tudo de brilho.
Estava em silêncio no meio de um barulho compacto que não dava margem sequer para pensar e para quê revoltar-se se isso não a faria parar e calar-se e deixá-la voltar ao seu mundo.
Sentada a ver a chuva cair, deixou-se levar.
E ainda bem que o fez.