quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Vidas de pó

Estou sentada. À minha volta um silencio calmo e quente de fim de tarde.
Basta-me fechar os olhos e estou tão longe. Vou para onde cheira a campo e a mar. Tenho a pele salgada de mergulhos que não recordo e vejo verde, relva debaixo dos meus pés descalços. Um muro baixo e branco é o que nos separa do horizonte bem rente ao mar.

Dou graças por este terraço no meio da cidade.
Imagino histórias que partem como se tivessem vida própria e não quisessem ser escritas. Não me dão tempo, não as agarro. Ás vezes ainda consigo perguntar-lhes porquê. Respondem-me Somos feitas de pó e no minuto a seguir já não sei onde estão nem como começavam, já não as tenho, fugiram para sempre...

E agora?